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Tendências de RH para 2026: o que os gestores precisam saber

Em 2026, a principal tendência para o setor de Recursos Humanos será sua transformação, saindo do papel de apoio administrativo para se tornar um RH focado no desenvolvimento de colaboradores e no impacto direto nos resultados da empresa. A crescente demanda por dados e soluções exigirá que gestores atuem orientados por métricas, assumindo sua relevância nas decisões estratégicas.

Para isso, terão de transformar seu modelo operacional e assistencialista, automatizando processos e liberando mais tempo para questões estratégicas e de desenvolvimento de colaboradores focados no objetivo das estratégias das organizações, segundo o CEO da InCicle e especialista em gestão de pessoas focada em resultados, Rafael Giupponi.

Ele ressalta que adotar novas tecnologias, como IA e people analytics, será crucial para enfrentar os desafios futuros e melhorar o desempenho organizacional. Para ele, transformar o RH em um motor de resultados tangíveis será essencial para o sucesso das empresas a curto e médio prazos, permitindo que se posicionem de maneira mais competitiva no mercado.

"Com a IA, a flexibilidade no trabalho, o foco em competências e a integração entre humanos e tecnologia, os gestores de RH terão um papel essencial na construção de um RH extraordinário, capaz de promover a transformação organizacional e impulsionar equipes para atuação estratégica", explica.

A colaboração entre humanos e máquinas será uma prioridade nos primeiros meses deste ano. Gestores de RH e outras áreas precisarão explorar tanto o potencial humano quanto as capacidades de utilização da IA, preparando seus profissionais para trabalhar com as novas tecnologias.

"Essa transformação exige que as empresas se preparem para diferentes cenários de trabalho e adaptem seus modelos de força de trabalho, garantindo que os profissionais estejam prontos para colaborar de forma eficiente por meio da IA."

Outra pesquisa, que serve como termômetro para as tendências, mostra que a tecnologia é vista como um elemento essencial para a personalização da experiência do colaborador. Conduzido por Cajuína entre 25 de setembro e 20 de outubro de 2025, o levantamento ouviu 205 profissionais. De acordo com os resultados, 77,3% destacam o impacto positivo das soluções digitais na criação de uma experiência mais individualizada e integrada, enquanto apenas 1% afirma que a tecnologia não contribui para esse processo.

"A personalização da jornada de desenvolvimento do colaborador, por meio de ferramentas como people analytics, possibilita que os gestores de RH identifiquem padrões de engajamento e antecipem riscos, como a rotatividade de talentos. Isso vai além da avaliação de desempenho tradicional, criando planos de desenvolvimento mais eficazes e assertivos, totalmente alinhados às necessidades individuais e os resultados desejados para o negócio", explica Giupponi.

Outra tendência apontada, segundo o especialista, é o retorno cada vez mais ao presencial ou a adoção de modelos híbridos mais estruturados, que exigem mais dias no escritório para fortalecer a cultura organizacional, promover a colaboração e garantir o controle operacional. No entanto, essa dinâmica varia conforme a área e a empresa, gerando intensos debates sobre o futuro do trabalho flexível, garante ele.

"Embora o trabalho remoto continue sendo uma opção para muitos profissionais, o equilíbrio entre flexibilidade e presença física será crucial. As empresas precisam encontrar formas de integrar essas abordagens de maneira que promovam resultados concretos, sem perder a essência da colaboração e da cultura organizacional."

Giupponi ressalta que, em 2026, o aprimoramento do perfil do gestor de RH deverá se concentrar na combinação de habilidades técnicas e humanas, analíticas e emocionais, com ênfase tanto no estratégico quanto no operacional. Esse perfil exigirá um equilíbrio entre competências como comunicação clara, pensamento crítico, gestão de crises, negociação, análise de dados, fluência em IA, além da capacidade de aprender, ensinar e liderar. A consciência cultural e a habilidade para resolver problemas complexos também serão essenciais.

"O RH será ainda mais voltado para o desenvolvimento de competências, alinhado às necessidades das estratégicas organizações. A temática da saúde mental, especialmente com a implementação da NR1, ganhará destaque nas estratégias, sendo essencial para promover ambientes de trabalho saudáveis, reduzir o absenteísmo e melhorar a produtividade", afirma.

Integrar essas novidades de maneira eficaz será essencial para a inovação e o sucesso das empresas, afirma o especialista, destacando que os gestores de RH desempenham um papel crucial nesse processo. "O grande desafio será implementar inovações que realmente tragam valor ao desenvolvimento das pessoas e ao desempenho organizacional, ao mesmo tempo em que, acima de tudo, devem estar alinhados aos objetivos estratégicos e saibam mensurar o impacto dessas ações nos resultados financeiros da empresa", finaliza.